Fazenda Cana Verde

Polo School

Infraestrutura

  • Campo Polo
  • Campo de taqueio
  • Baias
  • Pista de Treino

Serviços

  • Aulas para iniciantes
  • Clínica de Polo
  • Aluguel de cavalos para jogos (diário ou mensal)
  • Hospedagem de cavalos
  • Torneios de Polo

O Jogo de Polo

O polo é um esporte elitizado, devido a toda estrutura e equipamentos necessários. Porém, aqui na Fazenda Cana Verde damos oportunidade para todos os interessados com aulas, cavalos e aluguel de equipamentos.

O Jogo

Os times são compostos por 4 jogadores, de cada lado. O jogador com a camisa nº 4 joga de beque, o jogador com a camisa nº 3 joga armando juntamente com o jogador com a camisa de nº 2, e o jogador com a camisa nº 1 joga de atacante.
O jogador nunca pode: forçar uma jogada que possa oferecer risco ao cavalo e cavaleiro, cruzar a linha da bola, marreta com mais de 45º em velocidade excessiva, usar o cotovelo só usando o ombro, obedecendo as demais regras para sua segurança e um bom andamento do jogo.
Os jogos na Fazenda Cana Verde possuem 4 tempos agradando os amadores por serem menos cansativos e mais acessíveis, dando oportunidade para qualquer interessado no esporte

Cavalos e jogadores

O cavalo de Polo precisa ter muito fôlego, ser ágil e veloz. Não poderia ser diferente, pelo fato de se tratar de um jogo de muita velocidade e técnica.
O importante é ter uma linhagem de cavalos bons jogadores(as), de gerações passadas e aí o refinamento e o trato fazem a diferença.
O Piticeiro (tratador) é a pessoa que ensina ao cavalo o começo do jogo e o jogador é quem dá o acabamento, tornando o cavalo mestre.
Quantas vezes nos deparamos com pessoas iniciantes no Polo, mas com cavalos experientes que acabam concluindo que “o cavalo praticamente jogou sozinho”.
Usamos dizer que o jogador novo deve jogar com o cavalo mestre.
Essa empolgação toma conta das pessoas, criando um vínculo de amizade muito profundo entre cavaleiro e cavalo.
O jogador que pretende começar no Polo deve, primeiramente, ter as noções básicas com um pré-conhecimento em equitação, seguindo orientação de taqueio, posicionamento e o ponto básico do jogo de Polo que é respeitar a linha da bola, sabendo que é uma linha imaginária. Nunca se deve cruzar a linha da bola!

São necessários alguns equipamentos básicos:

  • Capacete
  • Botas
  • Taco
  • Luvas
  • Joelheira
  • Chicote
  • Espóra

Para quem pretende começar com sua própria tropa(cavalos):

  • Seleta
  • Cabeçada
  • Ligas
  • Barrigueira
  • Bridões
  • Freios
  • Estribo
  • Mantas
  • Bolas

Campos e cocheiras

Um campo de Polo tem, aproximadamente, 275 m de comprimento por 140 m de largura, devendo ainda possuir uma zona de segurança (um terreno livre fora das limitações do campo). O gol tem 7,30 m de largura com duas balizas laterais, podendo a bola entrar a qualquer altura.
Temos infraestrutura para cuidar de seus animais, com cocheiras, baias, pastagem, tratador, treinador e ferrador.
O campo “Seu Fabinho” da Cana Verde tem uma gostosa arquibancada para todos os amigos com uma vista maravilhosa.

O início do Polo em Itu-Brasil

Ao se radicar em uma fazenda de Itu, Fabio Garcez Meirelles Jr. se distanciou de seus parentes, os Junqueiras, tradicionalmente ligados ao Polo e às caçadas. Ao mesmo tempo, acabou criando condições para primos, sobrinhos e amigos praticarem o jogo que vinha no sangue. Estes jovens, entre 15 e 24 anos, oriundos de Colina, Orlândia, Franca, São Joaquim da Barra e São Paulo, tinham ido estudar em São Paulo e só podiam jogar nas férias de julho, uma vez que as de dezembro e de janeiro eram prejudicadas pelas chuvas. E Itu ficava muito perto.

Em fins de 1959, na Fazenda Conceição, Fabinho reuniu a sua volta um grupo constituído por Edgard e Laerte Meirelles, Carlos Henrique Junqueira Franco e Joaquim Paoliello Junqueira e começaram a jogar. No ano seguinte, o campo de futebol da Fazenda Cana Verde foi transformado em campo de Polo e houve a adesão de Roberto Diniz Junqueira, José Roberto Rosa Junqueira e Francisco Marcolino Diniz Junqueira. Por outro lado, as “crianças” começaram a se habituar com a rotina esperada no fim de semana. Deixavam São Paulo ao meio-dia, rumando para a fazenda. Mal trocavam de roupa, corriam para o pasto. Cada um cuidava de sua tropa, os cavalos eram escovados, arreiados e levados ao campo de treino. Depois banhavam a tropa e guardavam a “tralha” para a próxima semana.

Fabinho foi organizando a tropa com calma. Conhecia bem a região suas raias em Itapetininga, Sorocaba, Indaiatuba. Tinha “grande olho clínico”, era capaz como ninguém de saber se o cavalo seria ou não bom de Polo, afirma Edgard M. Andrade, e costumava observar os cavalos de raia reta. Sabia que quando um animal bom ficava “manjado” nas corridas, ninguém mais queria enfrenta-lo”. Era a hora da compra. Conhecedor de equitação e principalmente equitação para Polo, Fabinho ao fim de um período, preparou uma boa tropa, especial para os rapazes.

Em 1961, Itu disputou sua primeira taça, a “Jaime Loureiro Filho”, em São Paulo. A tropa foi a pé para a capital e ficou alojada num cercado na hípica. Quando chovia, havia lama pelas canelas. Para completar, alguns cavalos comeram o ficus de uma cerca viva. Três morreram e vários ficaram intoxicados.

Na altura dos anos 70, uma chácara foi comprada em São Paulo, em Interlagos, melhorando as condições. Era um Polo econômico, feito para o prazer, pelo divertimento. Havia somente dois peões para toda a tropa e a responsabilidade de cuidar era dividida entre todos, nos finais de semana. Neto, filho de Fabinho, diz que o “sétimo tempo era animado, com boas conversas sobre erros e acertos e até a criação do diário de jogo em que anotavam tudo: presenças, times, resultados, atuações, visitas”. Não era apenas Fabinho o grande animador, sempre ensinando, “primeiro no homem, depois na bola”, ou reprendendo, “bate direito ou não joga mais”. Havia sua mulher, Maria Cecília, “paciente, severa, hospitaleira, suportando a bagunça da casa, sendo mãe, tia, conselheira e crítica implacável do Polo”, afinal entendia bastante, tinha vivido a vida inteira no meio polístico em Colina.

O campo era ondulado, irregular, dizia-se brincando, que “de um gol não se via o outro, somente a bandeirinha”, era preciso criar manhas para taquear direito. Quando se entrava em campo bom, era uma festa. Nos treinos não haviam juízes, Fabinho tentava desenvolver a “a autodisciplina”. A cada falta todo mundo parava, para que cada um tivesse consciência do que fazia. Nunca houve torneios oficiais em Itu, apenas treinamento. À medida que os jogadores evoluíam, terminavam estudos, havia o afastamento natural, saíam uns, vinham outros. Deste modo, Fabinho atuou como professor para José Nelson Junqueira, Sílvio Novaes, irmãos Palma, Marcos Vilela Rosa, Paulo Diniz Junqueira, Flávio Junqueira Meirelles, Edson Leite de Morais, Antonio Carlos Junqueira Franco, Guilherme Junqueira Franco, José Roberto Rosa Junqueira, Gabriel Orlando Diniz Junqueira (Bael), Joaquim Paoliello Junqueira (Joa) e para seus filhos: Netto, José Carlos, Sergio Augusto e muitos outros iniciaram ali.

O que predominava era o espírito de descontração, a busca do aprendizado. O Polo estava no ar, todos jogavam. Se houvesse 14 jogadores, todos acabavam participando. Até o visitante eventual, sabendo montar, entrava no campo. Para isso havia o que se chamava de “cavalo das visitas”. No entanto as condições mudaram, o próprio Fábio parou de jogar, muitos se foram, as facilidades de comunicação levaram os jogadores para outros campos e cidades, mas todos se lembram de Itu com uma festa permanente, o momento da semana mais aguardado e uma lição de jogo e vida. E assim sorriem divertidos, recordando que os quatro primeiros jogadores que disputaram e ganharam a taça “Jaime Loureiro Filho 1964” em São Paulo, foram: Joa, Edgard, Quico e Tinho, que tinham zero gols de “Handicap”. Inédito.

Fonte: Polo Brasil – Pags. 125 e 126.